Ok, eu admito que estava precisando de pauta. Por isso, atendendo a pedidos, vou falar de homofobia, não do projeto que está no Senado, porque desconheço seu teor, mas vamos falar dos sargentos gays _faz tempo que queria falar deles.
Aqui na Folha eu fui quase defenestrado por uma repórter muito gente boa quando disse que Exército não é lugar para gay.
Pois reafirmo minha opinião, Exército não é lugar para seres humanos e muito menos para gays.
A resposta da minha colega foi até interessante: "Se for assim, você tinha de ser cabeleireiro."
"Não...", respondi. "Não acho que todo gay deva ser cabeleireiro, mas acho que nenhum gay deva ser do Exército, não por falta de capacidade, mas porque acredito que o Exército, assim como os evangélicos, católicos e cristãos em geral, é regido por dogmas. Porque o Exército é uma fábrica de assassinos. Porque no Exército não há espaço para humanidade e sensibilidade."
Bem fez um deles que pediu baixa. Cansou de ser masoquista.
Na verdade, devo ser mais fiel aos fatos, a repórter em questão ficou brava com a maneira sarcástica com que tratei o caso do sargento Cássia Eller. Eis minhas aspas: "Também, essa bicha é toda cagada: esclerosada, deprimida e cover da Cássia Eller... Queria o que? Que sua expressão artística fosse respeitada no Exército, um lugar que serve para formar assassinos?"
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Sobre a manifestação dos evangélicos ontem no Senado, sou a favor que eles sejam proibidos de abrir a boca para falar contra os gays mesmo. Fui criado em família presbiteriana e só eu sei os estragos que mais esse dogma tirado de Levítico fez na minha vida.
E se ainda tem gente que quer nos matar porque nos achamos no direito de dar a nossa própria bunda, não é por culpa da ciência, mas da religião.
Ninguém é obrigado a concordar, mas como diz máxima de um certo blog daqui do Tipos: "se tem algo a dizer, dê um passo à frente e cale a boca..."