Durante minha estadia em Curitiba no último final de semana fui bastante relapso com vários amigos que vivem por lá. Acho que o frio me deixou macambúzio dentro de casa.
Saí apenas no sábado com alguns amigos que me ajudaram a esclarecer as idéias sobre o uso de gírias na capital do Paraná.
É engraçado, porque curitibanos têm mania de colocar a letra "E" nas gírias. O fuca (fusca em São Paulo) em Curitiba se chama fuquE, assim como a PUquE e o CefetE e, agora, tem um outra, que todo mundo usa. SussE, ao invés de sussA.
No entanto, uma gíria que eu acho muito curitibana é pau-no-cu. É muito difícil de se ouvir em São Paulo que alguém é pau-no-cu. Aqui, o povo chama mesmo de cuzão.
Discutindo as diferenças regionais entre cuzão e pau-no-cu em um posto na avenida Batel, entre uma Smirnoff Ice e outra, chegamos à conclusão de que não se usa cuzão em Curitiba, mas sim pau-no-cu porque o pau-no-cu é o cara que sabe que é pau-no-cu.
Enquanto o cuzão acha que está abafando, o pau-no-cu sabe que está sendo cuzão.
Portanto, aí vai uma dica de uso da gíria: pau-no-cu ≠ cuzão ou pau-no-cu = cuzão com propriedade.
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