É impressionante a quantidade de besteiras que se publica nos jornais.
Vejamos o caso da Santa Casa de Belém, no Pará, onde 63 bebês morreram desde junho. A direção do hospital forneceu uma numeralha, em porcentagens, sobre o crescimento mês a mês de óbitos.
Dados referentes a abril, maio e junho de 2008, divulgados pelo novo presidente da Santa Casa, mostram que o percentual de mortes no setor de neonatologia do hospital é crescente: 16,2%, 20,6% e 21,7%. Considerando apenas as mortes ocorridas na UTI neonatal, o índice de mortalidade é maior: 41% em maio e 56% em junho.
Até aí tudo bem, mas veja a frase que o cara solta logo depois para justificar os fatos: "Junho foi um mês atípico."
A impressão que me deu é a de que o cara quis dizer o seguinte: "calma, gente, nos outros meses matamos menos gente, não é tão grave assim..."
Outro caso: dos jovens assassinados no morro da Mineira. Em depoimento, o tenente Vinícius Ghidetti, que desobedeceu o comando de seu superior e levou os rapazes à morte brutal, soltou a seguinte pérola: "Falei para eles [os traficantes] darem apenas um susto. Achei que eles respeitariam a farda."
Depois botam a culpa na imprensa...
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